AjeiTo a Saia,mais curta que o Atrevimento...
as Horas,perDidas em sitio Algum...
retoco vezes Mil a maquiAgem...
o espelho,Zomba,já viu mais Belas,no entanto teme dize-lo...
Berra a campainha:À porta o teu Sorriso,que me conVence e acAlma...
DisPo a verGonha,SalTam os adornos apenas resta-me o anseio:esta e outraS Malícias InvenTar…
Beijo Molhado
Reina a tranqüilidade,a intuição me avisa o perfume de um novo ciclo a caminho...Vejo o lago,num impulso saio da auto-estrada,me aproximo,humedeço meu rosto nas águas como se benção se tratasse,mais tarde percebo que o lago apenas quis k.o beijasse.
Na feira de um livro
Seus dias pareciam iguais até que num com tarde solarenga,um olhar demorado seguido de um firme toque alterou-lhe o destino...
Teria aquele livro sido feito para tal momento,ou será,a vida dela tão somente o conto daquele livro?
estou a lêr
O tal retrato
Na bagagem trago dois nomes e a Vontade de encontrar o Retrato,o meu…Quando falo as palavras espaçam-se,como que a esconder-se no silêncio que querem longo,ai calo e persigo o Rasto…da infância com memórias felizes,atravesso os rasgos de inquietude misturados com insurreições da adolescência,e chego a avenida das lembranças espalhadas em músicas, contorno a Praceta dos sítios esquecidos,desço a dos odores dos afecto e zelo que perdura na pele,descanso nos pedaços de Silêncio,e as lágrimas que se assomam no Mar me cumprimentam...a tal Enseada me mostra um retrato,feito de palavras enfeitadas,e diz ser o Meu...
Generosa Maldade
Crepita a Labareda,que já vai alto.Qual abutre,a Morte faminta,regozija o desacato…
A vaidade teima em ser forte,saudosa do que é ser magote.O Medo freme,com os dentes a ranger,A esperança (já cadáver)a dita Última a morrer, (até ver…)Os sonhos,Diluídos rendem-se às escuras e cárceres paredes,a Fé,reza, de si confessa ter sede.A vida,esvaída,debate-se por uma saída,e a Sorte coitada,amnésica e estrábica,só como Adereço o nome lhe fica.E os insectos já esperam por mais um guloso Desfecho,que o Mal,generoso,acomoda em seus beiços.
Meu túmulo
Dizes adeus,mas teimo acatar.
Ainda não é hora julgo,pelas confidências e o que mais ficou no calar…
E digo:Voltaremos a nos ver,e tu apenas pedes,para não te esquecer.
A criança que fui,me apega num abraço demorado,e eu, rezo, para que meu pranto regue outros sonhos, e a promessa de teu regresso,no ventre dos desejos renovados.
É meu funeral,o aterro dos horrores,tolhido com tristes flores.
Aqui,reina o vagar,turva-nos os olhos,além,a vida que se apressa continuar…
À contragosto despeço de ti,do que fui,
Tão rápido me refaço e agarro nalguns teus traços, para que o devir não se faça estranho nos meus passos…
Num último olhar,passeio meu pesar e retenho:“Aqui jaz meu lamento e todos os sonhos calcinados,desfeitos pelo tempo”.
E cabisbaixa parto,receosa,maldizendo o futuro.
Amado Amante
Faz-se desesperante tua chegada,
Ímberbe tépido ou quente,e prenúncio de paixões ardentes…
Contigo ainda distante,a recordação escorre-me pela mente,
Urge,para k.meus sonhos não morram na fonte…
Para regalo de meus dias,albergo esperança e fantasia, de calmantes instantes….Ou a correria,das ruelas da Baixa,e visão de areia mar e pranchas…
Nos sabores e odores de agora refugio-me,assim regresso ao outrora do Rossio….
Emprestas tanta vida aos ditames do amor e vontades reprimidas,
Ilibas liberdades esquecidas…
O tempo tão senhor de si,lento goteja,o vento cúmplice,aconchega-se e cala…A noite acomoda-se com o latente ensejo de corpos esfaimados ceder aos desejos…Nos bucólicos prados verdejantes,se faz o tal idílio dos amantes…Por tudo isto insisto esperar-te, meu sempre amado Verão!
Pai-Natal
Pai-Natal eis-me aqui em prosa,peregrina das tuas Lembranças,nos vales íngremes da saudade que Sobeja e teima habitar em mim,A rememorar natais e exíguos momentos Partilhados…Não foram muitos,porém o suficiente que baste para te amar Continuamente…O natal,agora banal desde que partiste sem despedir,E as prendas me faz sorrir,mas Não feliz,O bolo-rei,perú e outras iguarias já não sabe ao mesmo,Todavia,es a Magia,Força que guia o Trenó da minha vida nos natais e restantes dias.Deixaste-me com Muito por dizer,infinitas palavras e ainda assim Poucas…Ficou e se instalou a nostalgia que denuncia este sacrário que se tornou meu Incauto coração,E também tua Omnipresença na mais singela oração.Eterno também meu Ndapandula pela enormidade de teus gestos que faz minha gratidão em versos um grão.Dista em mim,fazer destas, a voz inclemente do lamento,tão somente calmante Prece de alento.Por vezes imbuída na dor,mas como ela Etéreo é meu amor.Nestas bradas palavras me dou,para que neste natal não te falte o tudo que Sou.Mãe,´Brigadu por continuares a Realizar meus sonhos,(os) teus…Um brinde á Deus e á Ti,causas de minha Alegria,“Presentes” cada dia”.
Feliz Natal…Te amo Mãe…Juntas,Sempre…Ndapandula…
Falado Silêncio
Reduto de minha alma,onde vagueio,converso com o Medo sem traumas,
Neste refúgio tão inquieto,que a Razão a tal senhora, perde (o) direito…
Aí no Amparo de tuas palavras pensadas ora caladas, distraio mas não me perco.
Afago a criança que dormita,e abraço o adulto com passagem Interdita.
Neste castelo de letras coladas,desenho sonhos sem a dita papelada. São Gritos Mudos( diriam eles) de uma mente Desordenada.
Mas aqui não há Regras ou Lei,só o pensamento Desgarrado é Rei.
Aqui afundo até me Perder,ou me Ergo sem mais nada temer…
Neste Silêncio Falado,
Viajo pelos Melhores lugares em mim guardado,
E brindo meu lado Tresloucado…
Receita Desviada
Não aviou a Receita,para desgosto do não sei Quem…
Adiante,parou,exaltou a dor,sua Fiel companhia numa vida de Desdém…
Tossiu,o Peito lhe doia,ao menos Isso…Saudade, angina ou desgosto,Já não sabia…Por dentro sangrava,nem Sua Alma,vazia,escapou…Com um suspiro ajeitado,Enfim a dor Descansou…
Português Enfeitado
Meu português é dado,sem amores por Camões, afeiçoado à Saramago…Culto? Não,mas mui amado…Português,desses enfeitados…Chamam”Design” de interiores,Chef de cozinha?Sim,emprestado( porquoi pas mon ami?)Filho de boa gente,de rosto, emigrante,tem o grogue no sangue…Grudado,por aí num pagode,será Samba enrolado?…É vadio,amante de espanholitas,no deleite à canzana,o corrupio…Viajado nos beiços da herdeira “dúns kotas lá da Banda” E nos tragos de malícia importados,desses, feitos nas Adegas de amores Roubados.
Lugar Sagrado
Estendida a toalha sob o Verde das ideias,recosto-me.De pálpebras cerradas inspiro o aR,as pernas já cruzadas.Finalmente no tal Lugar da Mente,Bom para se Estar...